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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Homem fingia ser a mãe morta para ganhar pensão

Um homem foi preso nos Estados Unidos por se fazer passar pela sua mãe, que morrera em 2003, para receber cerca de 85 mil euros em pensões e outros benefícios. Usava uma peruca, vestia-se de mulher, maquilhava-se e assim enganava as autoridades.
«Eu segurei a minha mãe quando ela estava a morrer e respirei o seu último suspiro, então, eu sou minha mãe», disse Parkin quando foi preso, de acordo com a polícia local.
Eu cá para mim o homem saiu finalmente do armário, quis ser travesty e e tentou ganhar a vida assim. Como não era grande artista, aproveitou a onda para ganhar uns cobres e fazer ao mesmo tempo aquilo que ele gosta, ou seja vestir-se de mulher. Gosto principalmente da parte em que ele vai para o tribunal fazendo-se passar pela própria mãe. Devia ser artista, para disfarçar tão bem. Pena que a actuação dele não tenha sido bem paga.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Funerais low cost chegam a Portugal

As dificuldades financeiras das famílias fazem aumentar a procura de serviços fúnebres de baixo custo e muitas recorrem ao crédito para as cerimónias. Para fazer face a este problemas, já se conseguem realizar funerais por 500 euros, escreve o Correio da Manhã.
Depois das companhias aéreas, os funerais. Daqui a pouco tempo, os serviços de casamento low-cost (em que os convidados trazem a comida e a bebida do copo de água de seua casa, as fotografias são tiradas por cada um dos participantes e partilhadas algures numa rede social, o padre exerce a profissão nas horas vagas, enquanto nas outras é técnico de superfície na cãmara municipal respectiva...).

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estágios profissionais são combate eficaz ao desemprego

«Os estágios profissionais são as políticas mais eficazes de combate ao desemprego dado que a taxa de integração nas empresas é muito elevada», disse Vieira da Silva aos jornalistas.
Ora aí está. Descobriu a pólvora. Há muito desemprego? Vamos mascará-lo! Vamos dar a oportunidade às empresas de terem pessoas a trabalhar lá de borla durante 12 meses, pagando nós esse valor, para ver se elas depois os querem lá! Claro que as empresas aceitam esta mão de obra à borla (e se for preciso até nem renovam os contratos com os outros que lá estão, pois saem mais caros), e ainda dizem que contribuem para o avanço do país. E quem é que paga para o Estado estar a patrocinar isto? Claro, nós, os que descontamos todos os meses...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vicente Moura: "Ganho 2500 euros mensais, mas é uma indemnização e não um ordenado"

Recebo esse dinheiro, de facto, mas aqui ninguém recebe ordenados. Foi deliberado que o presidente, o secretário-geral e o tesoureiro recebessem uma verba a título de indemnização pelo tempo perdido. São 2500 euros mensais para mim, 75 por cento para o secretário-geral e 50 por cento para o tesoureiro. Mas são verbas próprias do COP, e não do Estado, que pagam esta indemnização de 12 meses e não de 14 meses. No meu caso, era director de uma empresa que tinha a gestão das piscinas municipais de Linda-a-Velha, onde tinha um vencimento. Era impossível [conjugar] e tive de renunciar. Por isso, o impedimento de exercer outras actividades é ressarcido.
As perguntas que faltavam:
- Foi deliberado por quem? Por mim, pelo secretário geral e pelo tesoureiro enquanto jogávamos à bisca com o gato lá de casa.
- E abdicou do ordenado? Sim, não queria estar a chular os portugueses com uma remuneração muito elevada. Penso que 2500 euros mensais + despesas de representação (incluindo idas ao elefante branco às quintas à noite com tables dances pagas) é um montante perfeitamente justo para passar o dia a jogar à bisca com os.. quer dizer, para passar o dia a contactar empresas, organismos e conhecidos para conseguir patrocínios para me pagar o orde... para podermos representar condignamente o país nos jogos olimpicos.
- acha que ganharia mais estando na empresa de gestão das piscinas municipais? Claro, muito mais. Nas câmaras os pagamentos por for.. quer dizer.. os ordenados são pagos de acordo com tabelas salariais mais elevados, bem como os restantes beneficios que tinha, deliberados em assembleia geral pelos corpos associativos (ele, o gato e o cão lá em casa). Aqui sujeito-me a este ordenado fixo... que nem está associado aos objectivos.. é fixo..

sábado, 28 de junho de 2008

alunos têm direito a ter sucesso

Segundo o Publico, e "de acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois."
É uma delicia ler estas notícias. Quando andava a estudar, os professores apertavam conosco, faziam perguntas dificeis, não davam a matéria toda, os exames eram complicados, e mesmo na hora de corrigir, quase sempre eram os alunos prejudicados. Isso levava a que os alunos tivessem efectivamente de estudar para passar, com 10 disciplinas ou mais, e quando havia médias de 14, 15 e 16 era uma festa. Isto nos décimos (10,11 e 12). E quando foi na altura das específicas para a faculdade, aquela treta era tão complicada que até havia manifestações. Lembro-me de ter feito uma prova na faculdade em que tive negativa, e como aquilo tinha corrido tão bem, pedi (inocentemente) para ver a prova. Ao estar a ver a prova, deparei-me com uma página de costas inteira sem estar corrigida, e fui perguntar ao professor o que estava errado ali. Ele olha 30 segundos para a folha, vê o resultado final, e como não era aquele, toca de riscar a folha por completo. Ora aí está. Mas.. e o raciocínio? Qual raciocínio? O resultado está errado ou não? Está! Logo... Passados 15 anos, acho que foram bons tempos aqueles. Aprendemos a ser mais exigentes conosco próprios, e viemos mais preparados para as dificuldades da vida, porque nem tudo era fácil.
E o estudante de hoje? Tem direito a ter sucesso. Pois claro. A ter exames mais fáceis. A bater nos professores, e estes não poderem fazer (quase) nada. A nunca chumbar por faltas, e passar todos os anos. . Os alunos têm de ser defendidos, porque as provas são difíceis, e eles não se podem esforçar muito. E os professores que corrigem, ai deles que fujam da média... Nada de dar negativas, ainda mais porque estas prejudicam os seus indicadores de performance para as turmas (tipo devem ter 90% de aprovações, e dessas 20% têm de ser bons e muito bons). Para além disso, metem os professores a preencher papelada, em vez de lhes darem tempo para preparar as aulas para os alunos.
Eu sinceramente percebo a evolução. Primeiro, há que melhorar as estatisticas. Depois, como há poucos licenciados no desemprego ou a trabalhar como técnicos de superficie em várias câmaras municipais, toca de lhes dar um canudo. Para eles usarem como binóculos e verem a paisagem do desemprego. Ah, e as miragens de um futuro melhor. E caso eles não se safem com cursos de faculdade, criam-se cursos técnico-profissionais de jogadores de futebol, jardinagem de campos de golfe, caddies (estes dois ultimos, a fazer fé pelas noticias de construção de campos, vão ter muita procura). Suspeito que qualquer dia irão surgir cursos de sudoku, palavras cruzadas, e técnicas de piropos nas obras. E caso estes se esgotem, o curso que irá ter mais adesão será o de desempregado profissional. Já começam a existir optimos professores neste curso. A sua homologação é que é mais complicada, embora sejam dados cursos não oficiais nas tascas do bairro alto e do cais do sodré, entre cervejolas e ginginhas.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ministros europeus chegam a acordo para prolongar semana de trabalho até às 65 horas

Quando vi o título, pensei "é desta". Os ministros vão começar a trabalhar até às 65 horas por semana! Quer dizer.. todos já sabemos que os ministros portugueses trabalham muito mais do que as 65 horas por semana, e achei uma optima idéia "venderem" a mesma idéia aos seus congéneres europeus. Depois, com o avançar da leitura, afinal vi que não foi bem isso que ficou acordado... Ou seja, em vez de tentarem que os ministros dos outros paises trabalhem também até às 65 horas por semana, o que ficou acordado foi que se entre empresas e trabalhadores existir acordo, estes poderão trabalhar até às 65 horas. Contra mim falo, pois ainda passo mais tempo do que devia a trabalhar para outrém, mas acho que se está a abusar um pouco. As empresas ficam com uma desculpa para aumentar o numero de horas de trabalho dos trabalhadores, e estes, com o desemprego que aí anda, ficam cada vez mais vulneráveis a aceitar outras condições de trabalho. Resta agora ver se os ministros vão chegar a um acordo com a empresa (leia-se Estado) para trabalhar as 65 horas por semana, ou pelo contrário, vão diminuir o horário de trabalho, ou incluir nessas 65 horas as visitas ao Elefante Branco e outras casas de indiscutível relevo cultural, devidamente justificadas por despesas de representação....

sábado, 10 de maio de 2008

A economia paralela e as NIC’s (normas internacionais de contabilidade)

Os principais agentes da economia paralela andam agitados. Com a possibilidade de aplicação das NIC’s na economia, o governo sombra decidiu também aplicar as NIC’s também na economia paralela. Segundo António Pingarelho, presidente oculto do governo sombra, esta medida visa não só uniformizar a forma de contabilização das contas paralelas das empresas, como também poder comparar a performance paralela das empresas nacionais com as empresas do resto do mundo. Muitas noites foram passadas a discutir a competitividade nacional das empresas em termos de contas paralelas, e embora haja a suspeita que Portugal está no topo do ranking, entre os primeiros 5 do mundo, não há provas efectivas desse facto. A oposição ao governo sombra já reagiu a esta situação, dizendo que é pura propaganda eleitoral, e que vai provocar um aumento de custos, sem nenhum proveito efectivo. Segundo o governo sombra, esta aplicação vai trazer um know-how acrescido ao país, aumentando a especialização dos recursos, e gerando novos empregos, podendo-se inclusive começar a exportar estas competências, a partir do segundo ou terceiro ano em vigor.
É obvio que esta aplicação das NIC’s vai causar um impacto brutal a quem contabiliza a economia paralela nas empresas. A CTOCP (câmara dos técnicos oficiais de contas paralelas) já reuniu de emergência, para analisar as implicações destas alterações, e tentar que as empresas paguem o acréscimo de trabalho, reflectindo na avença mensal.
Entre as novidades das NIC’s, prevê-se a alteração de algumas rubricas do Balanço e das Demonstrações de Fuga ao Fisco (DFF), um novo mapa, mais detalhado da DVSA (demonstração de variações de saco azul), e o limite dos colchões recapitulativos foi aumentado para 20 colchões, ao contrário dos anteriores 10 (para quem não sabe, ver o post sobre o saco azul).

terça-feira, 25 de março de 2008

Escolas com problemas de indisciplina podem propor ao ministério contratação de técnicos especializados

Segundo o Publico, as escolas com problemas graves de indisciplina podem apresentar ao Ministério da Educação uma proposta para a contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos, anunciou hoje o secretário de Estado da Educação. Comentários para quê? Só resta saber para quem serão os psicólogos, se para os alunos, para os professores, para os pais, para a Ministra da Educação ou para quem teve esta idéia brilhante.