segunda-feira, 31 de março de 2008

Natalidade diminui em Portugal

Segundo as estatísticas publicadas pelo INE, nos últimos anos a taxa bruta de natalidade tem vindo a diminuir em Portugal. A estas estatísticas não é alheio o facto do número de casamentos estar a diminuir, os divórcios nos primeiros anos de casamento a aumentar, embora existam outras formas de as pessoas estarem juntas e terem filhos. Segundo o INE, passamos de 11,7 crianças por mil em 2000 para 10 crianças por mil em 2006.
Nos últimos anos, as receitas do Estado têm atingido valores recordes, embora os aumentos de ordenados tenham sido medíocres. A taxa de desemprego, que em 2004 era de 6,7, passou para 7,6 em 2005 e 7,7 em 2006, suspeitando-se que em 2007 tenha sido superior. A inflação tem vindo a aumentar também nos últimos anos. As taxas de juro é o que se sabe.
Meus amigos, estes números preocupam-me. Enquanto o Estado continua a amealhar bons resultados, quer a nível de redução do défice, quer a nível de receitas, a taxa de natalidade diminui, os ordenados diminuem, o desemprego aumenta. Ou seja, quanto mais o Estado nos fornica, menos pessoas nascem. Daqui, podemos tirar algumas conclusões inevitáveis:
- o sucesso das campanhas da SIDA, em que o governo anda a usar preservativos e outros métodos contraceptivos como a subida dos impostos
- a variedade de posições do Kamasutra para Estado usada, em que convenhamos o governo anda exímio.. Cada vez experimentando mais posições e cada vez mais ousadas (como diria o Capitão Kirk do Star Trek, chegar onde mais nenhum governo chegou…)
- a excessiva mediatização do governo, em que começa a intimidar os homens na sua função reprodutora como alguns filmes pornográficos, pensando “nunca vou fornicar tão bem como o governo…”
Mas eu tenho uma teoria cá minha. Embora as razões apresentadas acima sejam válidas, penso que a razão é outra. O governo é impotente. Embora nos f…. a torto e a direito sem protecção, não consegue que nasçam mais filhos.

domingo, 30 de março de 2008

Grandes Negócios #3

Crachat, da Polícia Israelita, em esmalte, autêntico, escrito em Inglês e Hebraíco.

(o esmalte pode ser reutilizado para colocar nos dentes, depois de mostrar o crachat na rua e levar uma tareia)

sábado, 29 de março de 2008

O saco azul

Sinceramente, não percebo a fixação com a cor do saco. Até já nas minhas divagações mais disparatadas comecei a pensar que tinha alguma relação com o Apito Dourado, e com os clubes envolvidos. Mas não, o saco azul, eufemismo dado ao dinheiro guardado por fora, sem registo contabilístico (pelo menos oficial), aparentemente não tem nada a ver com o futebol. E a ironia do destino é que o dinheiro não é guardado num saco azul, mas sim em sacos pretos, bem enrolados, e debaixo ou dentro do colchão, em casa dos proprietários das empresas. Porque é que acham que quanto mais dinheiro movimenta a empresa, maior é a casa do(s) presidente(s), e mais quartos tem em casa? E que depois de algum tempo, começa a comprar cada vez mais casas, espalhadas pelo país e pelo mundo? Fácil, não é? Mais crescimento significa mais saco azul, ou dinheiro por fora, logo significa necessidade de mais colchões, logo de mais camas para os colchões e por consequência, mais casas. Não sei como é que os senhores da DGCI não vêm este fenómeno…
Mas o saco azul vai conhecer uma nova era. Tudo porque Fátima Lopes, admiradora há muito de Fátima Felgueiras, vai dar uma nova roupagem ao saco.
Segundo os boatos, o saco vai começar a vir nas mais variadas formas, embora mantenha a cor azul, para não chocar os mais puritanos, nem confundir os clientes mais antigos, que podem ficar baralhados com a cor do mesmo, e mostrá-lo a quem não deve. Esta cor azul vai desde o azul-bebé, para oferecer aos rebentos mal nascem, até ao azul mais escuro e discreto, para os executivos de topo, para combinar com os colchões e lençóis lá de casa. Não sei se irão organizar um Portugal Fashion Blue Bag, mas é uma das possibilidades. Já existem grandes nomes internacionais interessados nesta nova roupagem, fartos da cor monótona dos sacos actuais. Fátima Felgueiras pondera mesmo abrir um franchising Blue Bag, onde para além dos direitos de propriedade intelectual, fornecerá todo o tipo de acessórios necessários, sempre com a marca Fátima Lopes, e o tradicional “Made in Portugal”. O ICEP já se disponibilizou para um apoio a fundo perdido para a iniciativa (neste caso o chamado saco azul oficial). O governo ainda não tomou posição sobre este novo franchising, pois pediu ao LNEC um estudo sobre a viabilidade do franchising, e não sabe se é mais vantajoso cobrar o ISA (imposto sobre o saco azul, que pode variar entre 5 a 10% do montante total envolvido) ou pura e simplesmente fazer incidir o IVA sobre as transacções aplicadas, embora estas sejam mais difíceis de apurar. O Banco de Portugal já constituiu uma comissão de avaliação sobre o impacto na economia deste novo franchising, estimando um impacto positivo de 2% sobre o PIEP (Produto Interno da Economia Paralela).

Grandes Negócios #2

Brindes, 7.000, da Kinder Surpresa, c/papel de montagem. Lourinhã

(os chocolates eram bons, mas os brindes eram dificeis de montar...)

quinta-feira, 27 de março de 2008

PS acaba com violação culposa no divórcio

Antes de ler a noticia , fiquei logo em estado de choque. Oh balha-me Deus. Queres ver que quando os ex-casados de vez em quando se juntam depois do divórcio para lembrar os "tempos alegres" que tinham, dando umas cambalhotas no puff, queres ver que violam o divórcio, e são considerados culpados? E o PS quer acabar com a culpabilização dos casais, por o sexo ser tão bom, sem terem papéis assinados? Sim, porque temos de ver bem as coisas. Se se davam tão bem no puff, porque é que se separaram? Ah pois... o cimento do sexo não colava bem os tijolos do amor... Acontece...
Passada a desinformação inicial, aprendi umas coisas interessantes sobre o tema.
De acordo com a actual lei, quando apenas um dos membros de um casal quer o divórcio, tem de obter uma condenação do outro em tribunal, imputando-lhe violação dos deveres conjugais. Entenda-se o dever de respeito (um cônjuge não pode usar de palavras ou actos que atinjam a honra, reputação, consideração social ou o amor próprio do outro) ou a fidelidade. Ou seja, se um dos membros do casal salta a cerca (sem o consentimento do outro, claro, porque se fosse com o consentimento do outro era de estranhar), lhe chama "minha deusa menor da agricultura, na mitologia greco-romana" ou coisinhas fofas como "minha grande bovina ruminante, artiodáctila com par de chifres não ramificados, ocos e permanentes" , ou leva o outro conjuge a involuntariamente escorregar pelas escadas ou na banheira, andar à cabeçada nos armários ou a cair nos passeios escorregadios, isto é motivo de divórcio.
São também motivo para divórcio litigioso a separação de facto por três anos consecutivos - prazo após o qual a parte que pretende o divórcio pode recorrer aos tribunais. Bem como a ausência por dois anos de um dos cônjuges, sem que dele haja notícia. Ou seja, o homem já não pode usar a desculpa de "vou ali comprar tabaco e já volto", ir para Angola, ter 2 mulheres e 8 filhos, e depois voltar para casa passados 3 anos com uma tatuagem " saudade da Guiducha Fofinha", que pode ter a desagradável surpresa de estar já divorciado... Ou a mulher usar a desculpa de "empresta-me aí o teu cartão de crédito num instantinho, que vou ali com o jarbas às caraíbas apanhar um solinho" e ficar 3 anos até apanhar uma côr "porque o sol à noite lá nas caraíbas não queima muito, tem de se fazer muitas sessões, e por vezes ainda provoca insolações ou gravidezes indesejadas (sim, o sol principalmente de noite é um ganda maluco, e engravida as mais distraídas com os seus raios quentes)", e depois queixar-se de que o cartão de crédito, as contas bancárias (on-shore e off-shore) foram canceladas.
As regras a partir de agora vão ser a lócura totali. Se o seu marido gosta que lhe aperte as partes baixas, e lhe chame Tarzan, cuidado.. ele pode estar a preparar o terreno para se divorciar e se casar com o amiguinho da sueca do andar de baixo, em que quando mete a lingua de fora, não é para dizer que tem uma bisca. Se no seu leito conjugal, em pleno acto do AMOR, pergunta à sua esposa em que está a pensar, e ela lhe diz que "o tecto devia ser pintado", é provável ela esteja apenas a dizer uma barbaridade para lhe distrair a atenção, para depois alegar que violou assim a obrigação moral de a manter satisfeita...

Pensamento do dia #1

Muitas vezes entra-se na prisão inocente, e sai-se de lá um grande criminoso.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Redução salarial para enfermeiras que não usem mini-saia


Lá está... a discriminação... onde anda a igualdade de direitos?? Eu se fosse às mulheres (excepto as lésbicas, claro) reclamava! Então obrigam as enfermeiras a andar de mini-saia, para dar ânimo aos doentes, e às doentes, coitadinhas, nada, nada? Então onde andam os enfermeiros com as sweat justas? Ou de fio dental? Hã, hã?

Vá, torne-se o comentário sério: um tipo, quando vai para o hospital, e fica lá horas sem fim, o ponto alto do dia é ver a enfermeira sorridente, e a sua mini-saia, c'até as dores passam mais (ou agravam-se, se quisermos a enfermeira bem perto...). Ora parece-me inconcebível perdermos esse direito adquirido ao longo dos anos, aliás escrito nas letras miudinhas de qualquer seguro médico que assinemos, e que não é opcional. O quê, não acredita? Pois.. é mais um dos que não lê as letras miudinhas dos contratos que assina.. tss tss.
A fatia alvo do corte salarial foi o prémio de produtividade. Parece-me justo.. não estão a cumprir o objectivo de manter os doentes felizes.
Um dos comentários mais eloquentes é: "Sentimo-nos objectos decorativos. Quando estamos a trabalhar não temos liberdade de movimentos e não nos podemos baixar para atender doentes que estão acamados. Temos que expor o nosso corpo para fazermos o nosso trabalho". Acho que o jornalista quando recolheu a opinião da menina (até podia estar vestida de enfermeira) não estava propriamente no hospital, e provavelmente estava num daqueles estabelecimentos com elefantes azuis, ou brancos, ou o raio de côr que o elefante tem, com um flute de champagne na mão.
Comentário de ZéZé Camarinha: you are very dress, you should wear a mine-saia. Vou já pra Espanha, c'as camónes andam menos liberais.
Comentário da ASAE: estes espanhóis são uns génios.. Vamos aprovar uma lei, para depois fiscalizarmos as mini-saias das enfermeiras, bora! A saia que tiver mais de 15 cm, paga uma coima elevadissima, ou dá o numero de telefone.

terça-feira, 25 de março de 2008

Grandes Negócios #1

Sacas, troco 100 sacas de 25kg vazias por 1 saca de comer p/ periquitos.

(o raio do piriquito come que se farta)

Escolas com problemas de indisciplina podem propor ao ministério contratação de técnicos especializados

Segundo o Publico, as escolas com problemas graves de indisciplina podem apresentar ao Ministério da Educação uma proposta para a contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos, anunciou hoje o secretário de Estado da Educação. Comentários para quê? Só resta saber para quem serão os psicólogos, se para os alunos, para os professores, para os pais, para a Ministra da Educação ou para quem teve esta idéia brilhante.

Carolina Michãelis - aluna livre de reprimenda

Caros amigos, estamos a ficar cada vez mais exigentes com os miudos... Não se compreende como querem castigar uma aluna que a unica coisa que estava a fazer era provavelmente estar a mandar sms a um dos seus três namorados, ou a trocar sms com a amiga, a respeito do bonzão da aula ao lado. Com 15 anos, queriam o quê, que a aluna fosse para as aulas aprender, tivesse muito respeito pela professora, fosse nos intervalos estudar ainda mais um bocado, e tivesse notas exemplares para ir para a faculdade? Oh balha-me Deus, em que mundo viveis vós? Não sabem que o projecto de vida de uma miuda de 15 anos ou mesmo menos é ir para as aulas conhecer os bonzões, fumar uns charros às escondidas porque dizem-lhe que é bom, andar a fazer sexo porque nos Morangos com Acuçar aquilo é fixe e cool, e se for preciso armar peixeiradas por causa dos namorados? Ir à escola para estudar? Por favor, deixemos de ser ingénuos. Pensam que é os canudos que irão garantir-lhe o emprego no futuro? Não. Com sorte, na partilha dos charros, ficam com contactos privilegiados com o filho de algum ministro ou juíz, e anos mais tarde, já na faculdade (onde irão fazer exames de inglês por fax e outras habilidades do género), filiam-se numa juventude de um partido qualquer, e a partir daí têm o futuro garantido. Com tantos tachos que por aí há, acham que os miudos são inocentes ao partido de acreditar que vão conseguir vencer na vida através da sua inteligência, trabalho duro, visão do futuro? Não, eles são inteligentes ao ponto de acreditar que podem fazer o que lhes dá na gana, porque têm sempre desculpa, e cedo ou tarde, inscrevem-se no centro de emprego nas novas oportunidades, num qualquer curso de primeiro engenheiro em 10 lições (para quem quiser aprender, vá ver o link http://cavalheirosdoapocalipse.blogs.sapo.pt/9179.html, cortesia de bom humor de pessoas bem mais esclarecidas que eu nestes aspectos). Ou vão ainda para cursos melhores, de jogadores de futebol profissional, com direito a no fim da carreira tirarem um curso de treinador, serem adjuntos de alguém ou treinadores de apanha-bolas num qualquer clube da esquina (sim, esta é uma profissão injustamente mal remunerada, e com um potencial enorme no futuro, sei eu que o nostradamus tem escrito nas professias dele). Ingénuos somos nós, que acreditamos ainda no Pai Natal das Reduções de Impostos Nos Anos A Seguir À Legislatura Que Finda.
Vá, sejam realistas. Vão analisar a juventude dos nossos politicos, por exemplo, e ver o que andavam eles a fazer com 15 anos. A fumar charros, a queimar soutiens (quem tinha fisico para os usar claro), a vestir roupas das mães deles (e não eram só as raparigas) e outras actividades menos licitas que não posso me desbroncar aqui, como devem compreender. Passados 30 anos onde estão? Ora.. no parlamento, na assembleia da republica, reformados com grandes reformas à custa do zé povinho, e como consultores especiais de consultoria que consultam e dão apoio aos consultores não tão especiais que consultam as grandes empresas que por acaso contribuiram para os apoios às eleições dos que estão no poder. E você, caro leitor, que passou os anos da infância a estudar que nem um desalmado, a vir para casa e ajudar os pais, a trabalhar nas férias para ter algum dinheiro para ir beber umas imperiais no verão, a passar as férias no parque de campismo da costa da caparica, onde está? Talvez inscrito como técnico de superfície numa Câmara Municipal, ou como colector especializado de detritos recicláveis e não recicláveis. Como empregado de escritório numa empresa pequena num vão de esquina, onde se dá por feliz por ganhar o ordenado mínimo, e ainda lhe pagarem o passe L123. É esse o futuro que quer para os seus filhos, é? Deixe-os lá na vidinha deles, que aqui quem são esclarecidos são eles, não nós.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Fisco quer taxar os casamentos

"Os serviços de finanças estão a enviar cartas a recém casados onde exigem resposta a informação sobre os gastos com a boda, do restaurante ao vestido de noiva", in Aeiou Quosque.
Meus amigos, o Estado está a ficar brilhante, na sua procura cada vez mais feroz de encontrar formas de taxar o zé povinho, que paga os impostos e não tem por onde fugir. Agora dedicou-se aos casamentos. Os recém-casados passam a ter de declarar quanto gastaram com os fotógrafos, os floristas, o animador, o padre, o anel de noivado, o vestido da noiva, quantos convidados foram, e quanto pagaram por cada um deles. Isto é de uma injustiça tremenda! Quer dizer, os noivos que até gostavam era de esquecer o que gastaram no casamento, até iludindo pequenas despesas, passam a ter de se lembrar de tudo? Caramba, começam logo a arrepender-se de ter casado, e em vez disso ter alugado uma camionete (ou umas quantas) para o Algarve, e levado a familia e os convidados, para uma mega-rave, onde ainda pagavam as bebidas e os shots. Pagavam a entrada na disco, e as bebidas all night long, e ainda saia mais barato. As fotografias tiravam-se nos diversos sítios da disco, ora na piscina, ora junto do DJ, na pista nº 4, ou na varanda. As mais arrojadas podiam ir até ao noivo no WC das meninas, junto com o padrinho, e com uma bebedeira descomunal. A troca de alianças era feita junto ao DJ, e em vez do "Yoo man, check it out", era mais "Yoo man, queres casar ca dama?" Após a respectiva troca de votos, lá se beijavam, e depois passavam para a dança de abertura, ao som do "I will survive" (will survive à conta do fisco, já que não a controlavam, a não ser que a ASAE entrasse pela disco em punho, e começasse a verificar a idade dos convidados, se o padrinho tinha tirado o curso respectivo na catequese, e estava habilitado para entregar as alianças, e se já agora, jurava a pés juntos não ser padrinho à espanhola. Ainda verificavam o estado de salubridade do bolo da noiva, após 5 horas à espera que os convidados entrassem na disco, e o estado daqueles camarões cozidos, com a imperial a acompanhar, junto da mesa de entrada, onde se recebia os cartões - leia-se convites - para a mega-rave). A parte mais chata é que em vez de ser almoço volante, era jantar cocktail, e em vez de bater com os talheres nos pratos, lá tinham de andar a bater com os copos uns nos outros, sem ser em brindes. E a parte de saber para quem era a batida de talheres era mais complicada, a não ser que tivessem a ajuda do DJ (beija o kota da noiva, yoo). No final, divertiam-se até às tantas da matina, e com sorte lá deixavam os noivos irem descansar (sim, porque depois de uma noitada daquelas a unica coisa que ficava em condições era o bolso do dono da xicoteca). Para dar um toque de realidade à coisa, enfeitava-se o autocarro de 52 pessoas da carris onde os noivos iriam sair para a lua de mel, com papel higiénico e preservativos dados pelas campanhas de prevenção contra a sida (sim, porque mais vale ter sido do que ter sida). Após a confusão toda, fazia-se um barulho tal, que a policia teria de aparecer na discoteca, e os convidados teriam de esforçar-se a cometer uma infracção que os permitisse ir dormir uma noite para a esquadra, evitando assim gastar o dinheiro em hoteis e casas desnecessárias. Com sorte, teriam ainda pequeno almoço grátis, e votos de felicidade do comando da policia. Os noivos, em vez de comprarem as algemas para as fantasias da lua de mel, pediriam aos srs guardas, poupando assim uns trocos valentes.
Feitas as contas, sairia mais barato.
Não admira o pessoal andar a evitar o casamento... Qualquer dia, têm de declarar os preservativos usados na lua de mel, se foram com sabores a fruta, e se brilham no escudo (é sempre util na fase de bebedeira ter algum ponto de orientação no meio do escuro). Com sorte, depois no próximo ano podem deduzir este valor nas despesas de saúde do IRS, ao lado das consultas de oftalmologia.
O que o fisco não pensou ainda, é em enviar também a lista de pedido de informações para a despedida de solteiro. Lá vinha a conta do jantar bem regado, a multa por excesso de álcool de alguns dos amigos do noivo, o numero de tables dances e privados feitos ao noivo e acompanhantes, o custo do dildo oferecido à noiva a caminho da casa de striper feminino, a tanga rasgada pela noiva ao stripper numero 2 da noite, etc, etc. A lista é infindável, meus amigos.
Bem, o melhor é deixar-me de dar idéias, e terminar a análise por aqui, senão ainda sou contratado para o ministério das finanças, e passo a ter a minha vida em perigo, perseguido por noivos em falência técnica, e casais recém casados que para não discutirem entre si, arranjam um bom bode espiatório para arriar.


sexta-feira, 21 de março de 2008

Igualdade de direitos

Uma idosa de 72 anos foi apanhada com 2,64 gramas no álcool, após se ter envolvido num acidente de viação. Comentário da fonte: Isto para uma senhora, acho que é inédito, aqui em Viana do Castelo.

Ora querem lá ver lá por se ser senhora não se pode beber? E com 72 anos, a beber assim, não deve andar a faltar aos treinos. Aliás, devia era estar apenas nos treinos, pois eram apenas 14 horas. E agora o que irá fazer o coitado do marido da senhora, que perdeu a companhia para o belo do copo 3 das 16:30? Contratar uma ama inglesa para lhe fazer um chá e umas torradas? Ou ir comprar after-eight's, e comé-los before seven? Qual será a coima a impor à senhora? Proibi-la de misturar o vinho no chá, e fazer pão de ló com vodka? Como irão reagir os netos, prováveis membros da claque dos Dragões? Irão fazer queixa ao Pinto da Costa, e este irá mandar o Bobby e o Tareco ao tribunal, testemunhar a favor da senhora, mencionando que esta estava a beber a parte que pertencia ao Tarik, pois este encontrava-se proibido de beber bebidas alcoolicas e não gostava de desperdiçar nada? Que a senhora é do FCP deste que nasceu, admira muito o presidente, e estava a festejar o TRI com as amigas do chá, e que ela foi a unica que se fez à estrada? Afinal descobrir-se-á que a Carolina Salgado era neta da senhora, e que esta foi vista muitas vezes a acelerar pela circumbalaçon, com as francesinhas feitas pela avó, para dar ao Pinto da Costa, e que serviriam de prendas para os exmos senhores juizes árbitros profissionais? Não percam os próximos episódios...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Pensamento a abrir

Mais vale um distraído na mão, que dois ignorantes a voar.